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Por Celso Gromatzky

Nos homens, o principal hormônio que tem ação de andrógeno é a Testosterona. Esta é produzida principalmente nos testículos e uma pequena quantidade pelas glândulas supra-renais.

A testosterona exerce diversas funções no organismo masculino, sendo as mais conhecidas relacionadas à atividade sexual, principalmente ativando o desejo sexual (libido) e também atua sobre a ereção. Outras atividades da testosterona também são muito importantes, e as mais expressivas são melhorar a força e massa muscular, diminuir a porcentagem de gordura corporal, principalmente a gordura visceral (concentrada na região do abdômen), melhorar a produção de hemoglobina (evitando anemia), e manter a massa óssea.

A testosterona também atua sobre o sistema nervoso central, onde participa da regulação de diversas atividades cerebrais, dentre elas: humor, capacidade de concentração, memória, sensação de bem estar geral.

Desta forma, a diminuição dos níveis de testosterona no sangue (hipogonadismo) podem ser responsáveis pelos seguintes sintomas:

- Diminuição do desejo sexual (libido) e piora das ereções.

- Fraqueza, diminuição da massa muscular ou dificuldade de ganho da mesma com atividade física regular.

- Aumento da massa de gordura visceral, principalmente na região do abdômen.

- Tendência à osteoporose

- Embora de forma muito variável entre os indivíduos: diminuição da memória e da capacidade de concentração, alterações do humor, e sensação de cansaço.

Existem diversas doenças e situações médicas que podem levar à diminuição dos níveis sanguíneos de testosterona e o diagnóstico e tratamento de cada uma das causas devem ser conduzidos por um médico. Entre as causas mais freqüentes, podemos citar uma condição onde a testosterona declina abaixo dos níveis de normalidade, com o avanço da idade (em geral acima dos 50 anos), condição conhecida como deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM). No âmbito de melhora da qualidade de vida do idoso, a DAEM vem despertando o interesse crescente da mídia e dos meios de comunicação. O termo andropausa é utilizado com freqüência na literatura não médica e é sinônimo de DAEM.

A DAEM é uma condição médica que pode ser tratada, e a base do tratamento é feita com reposição de testosterona, habitualmente por injeções intramusculares de curta duração (em média duas aplicações mensais) ou de longa duração (uma aplicação a cada 3 meses). Outras formas de reposição, como gel para aplicação na pele, adesivos transdérmicos podem ser propostas. O tratamento deve ser prescrito pelo médico, o qual será também responsável pelo acompanhamento do paciente durante todo o período de reposição

As vantagens e riscos da reposição hormonal, em homens com DAEM, devem ser amplamente discutidos pelo paciente e seu médico.


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