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Por Antônio Corrêa Lopes Neto

Todos nós conhecemos um familiar ou amigo que tem pedra nos rins. É uma situação muito freqüente que acomete um grande número de pessoas. As pedras se localizam dentro dos rins, nos locais por onde circula a urina, e levam a um quadro clínico variado.

Muitas pessoas descobrem por acaso que tem pedra nos rins, mostrando que elas podem ter as pedras e não sentir nada. Por outro lado, elas podem causar sangramento na urina, infecção urinária e a temida cólica renal, que é uma dor muito forte, que se localiza nas costas (lombar), podendo se espalhar para os genitais. A cólica renal significa que a pedra está "entupindo" a passagem da urina, causando dilatação do rim e dor muito forte. Geralmente para melhorar a dor intensa é necessário ir ao pronto-socorro para receber medicação endovenosa.

Sendo assim, quando desconfiamos deste problema, uma ultrasonografia dos rins e das vias urinárias ou uma tomografia computadorizada devem ser realizadas para avaliar a presença de pedras, tamanho delas e localização precisa, a fim de avaliar qual o melhor tratamento. Um exame de urina com cultura também é útil, pois nos mostra se existe alguma infecção.

Se os cálculos forem pequenos e assintomáticos, podemos fazer apenas tratamento clínico, orientando que o indivíduo beba bastante líquido, diminua a ingesta de sal e carne vermelha. A realização de exames de sangue e urina podem ajudar a detectar alguma alteração que predisponha a formação das pedras e que deve ser corrigida.

Cálculos maiores ou que estejam trazendo algum problema (dor, infecção, prejuízo ao funcionamento dos rins) devem ser retirados. Existem algumas formas de tratamento, que são escolhidos de acordo com o tamanho e localização da pedra. Entre as opções de tratamento, destacamos a Litotripsia Extracorpórea que visa fragmentar a pedra para que seja eliminada pela urina e as cirurgias com aparelhos e óticas que retiram as pedras de forma pouco agressiva e com excelentes resultados.


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