Projetos
2012-2013
- I Jornada Urológica de Verão
- XII Jornada Paulista de Urologia
- Atlas Urológico 3D
- BIU - Boletim de Informações Urológicas
- Caminhada pela Saúde da Próstata
- Campanha "Consulte um Urologista"
- Congresso Paulista de Urologia
- Cursos Online - Atualização em Urologia
- Display de Consultório
- Hand's On Urológico
- Kit Consultório
- Manual de Condutas
- Proteus Intensivão
- Programa de Informatização de Consultórios (PIC)
- Urologia Fundamental
- Vídeo informativo Pacientes
- Vitrine Virtual - Área de Expositores
- Website SBU-SP
Projetos
Passados
Revista
BIU
Serviço
de
Urologia -
Hospital
Santa
Marcelina.
A trajetória do Serviço de Urologia do Hospital Santa Marcelina confunde-se com a história da própria Instituição, nos constantes desafios para bem atender os pacientes que não dispõem de quaisquer outros recursos de atenção à saúde na região leste da cidade de São Paulo.
A Casa de Saúde Santa Marcelina, nome originalmente dado ao Hospital, foi fundada pela Congregação das Irmãs Marcelina, cuja principal preocupação sempre foi formar profissionais com perfil humanístico, capacitados a assistir aos doentes de qualquer idade e condição sócio-econômica. O Hospital foi inaugurado em 05 de Agosto de 1961, na presença de representantes da população local de Itaquera, que contava então com cerca de 60 000 habitantes. Na época, possuía 150 leitos, um laboratório de análises clínicas, uma sala de radiologia, uma de parto, duas de emergência e duas de cirurgia. Contava com um corpo clínico de sete médicos e trinta funcionários, que dirigidos pela Diretora-fundadora, Irmã Sophia Marchetti, atendiam a população da região.
Hoje, Itaquera alcança mais de 700.000 habitantes. Muitas conquistas foram realizadas e atualmente o Hospital é a principal referência em saúde na região leste de São Paulo, com 733 leitos, sendo 641 de enfermaria, 77 de UTI e 15 de recuperação pós-anestésica. Equiparando-se aos maiores centros médicos do país, o Santa Marcelina atende mais de 32.000 consultas/mês em ambulatório, mais de 40.000 no serviço de emergência e realiza mais de 1.400 cirurgias/mês no seu centro-cirúrgico com 17 salas de operação, contando com modernos equipamentos de diagnóstico e intervenção, tais como tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética, unidades de quimioterapia, radioterapia, oncologia pediátrica, transplante renal, de medula óssea e de córnea, bem como um moderno laboratório de patologia clínica, anatomia patológica e um heliporto.
O Hospital Santa Marcelina tem atualmente 580 médicos de todas as especialidades, mais 251 residentes, 44 estagiários, 83 internos de Medicina, 22 médicos-estagiários de 30 dias, além de outros profissionais da saúde: Enfermagem, Psicólogos, Fisioterapeutas e Odontólogos. O lema, servindo como base de sustentação ao trabalho de todos os funcionários é: “o paciente constitui uma unidade biopsicossocial indissolúvel, e deve ser atendido integralmente, podendo a verdadeira doença, estar fora do organismo doente”.
Poucos anos após sua inauguração, o Corpo Médico era composto na sua maioria, por jovens assistentes da Escola Paulista de Medicina, da Faculdade de Medicina da USP e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. Cheios de ideal e garra, dispunham-se a fazer do Hospital Santa Marcelina um centro de referência em termos de qualidade e atenção à Saúde. A pedra fundamental do Departamento de Cirurgia, do Serviço de Urologia e de Moléstias Vasculares Periféricas do Hospital Santa Marcelina foi lançada pelos doutores Minori Saito e Adnan Neser que se tornariam os responsáveis pela criação dos Serviços de Urologia e de Moléstias Vasculares Periféricas respectivamente.
O Dr. Minori Saito concluíra sua residência em janeiro de 1969, na Divisão de Urologia do Hospital São Paulo da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Foi médico-assistente da Disciplina de Urologia do Departamento de Cirurgia da Escola Paulista de Medicina e Chefe de Equipe do Pronto Socorro do Hospital São Paulo/UNIFESP. Teve uma passagem, de três anos, pela Divisão de Clínica Urológica do Hospital das Clínicas da FMUSP, na época, Serviço do Professor Doutor Gilberto Menezes de Góes no período de 1973 a 1975. Em 1969 tornou-se plantonista do Santa Marcelina, na área de emergência, voltada para Cirurgia Geral e Urologia. A preocupação, desde então, era a de organizar um serviço que extrapolasse a urgência/emergência e comportasse também as cirurgias eletivas, que passaram a ser realizadas fora dos plantões, rotineiramente três vezes por semana.
O Serviço de Urologia do HSM surgiu, então, no fim da década de 70, estabelecendo-se definitivamente durante a década de 80. Aos poucos, foram se desenvolvendo as áreas de atendimento ambulatorial, procedimentos diagnósticos, instrumentação urológica, cirurgias, exigindo cada vez mais melhorias em equipamentos e instrumentais, além da reciclagem constante de conhecimentos, para dar conta do número progressivamente maior de atendimentos, bem como da alta complexidade dos pacientes assistidos.
Em 1979, o HSM começava a receber os primeiros médicos-estagiários e internos de diversas Escolas de Medicina. Era o início do Programa de Residência Médica. Sempre na vanguarda, o Serviço de Urologia ganhou peso na proposta específica de ensino durante a década de 80. O principal interesse sempre foi o de formar profissionais capacitados que pudessem ingressar em um mercado de trabalho competitivo, sem jamais esquecer princípios éticos de respeito e compromisso com os pacientes e com seus familiares. Dentro dessa perspectiva, surgiram os primeiros Médicos-Adidos da Urologia, alguns que ao longo da década de 80 fizeram ou complementaram sua formação em Urologia e que hoje compõem o quadro de Médicos-Assistentes do Serviço de Urologia do HSM.
Em 1990, foi realizado oficialmente o primeiro concurso para os candidatos ao Programa de Residência Médica, incluindo a Urologia. Atualmente o Programa inclui 27 especialidades, todas credenciadas pela Comissão Nacional de Residência Médica, parecer 38/95 - Processo No. 015501/89-19. Embora existisse há mais de 20 anos, em 05 de Março de 1997, o Serviço de Urologia do HSM recebeu o credenciamento da Sociedade Brasileira de Urologia, para o Programa de Residência Médica em Urologia, após vistoria da Comissão de Ensino e Treinamento da SBU.
Nos últimos anos, dado ao grande volume de pacientes que passaram a ser atendidos, ocorreu a formação de subdivisões do Serviço de Urologia do Hospital Santa Marcelina, possibilitando uma melhor racionalização e gestão dos serviços prestados aos doentes, em suas diversas esferas urgência/emergência, ambulatorial, cirurgia, diagnósticos e procedimentos. Hoje são eles os grupos de: Uro-Oncologia, Transplante Renal, Litíase Urinária e Unidade de LECO, Uro-Ginecologia e Disfunções Miccionais, Próstata, Disfunções Sexuais, DST, Pronto-Socorro e Cirurgia Videolaparoscópica. Contamos ainda com as Unidades de Endoscopia Urinária, Diagnósticos (Fluxometrias, Urodinâmica e Biópsias de Próstata e bexiga) e Setor de Convênios e Particulares.
1) Em que ano foi criada e aprovada pelo MEC e SBU?
Oficialmente, aprovada e reconhecida pelo MEC em 14-12-1995, parecer 38/95 processo 015501/89-19. Em 07-08-2003 recebeu o recredenciamento. Parecer 111/03 processo 23004753/2003-41.Em Março de 1997 foi reconhecida e credenciada pela SBU.
2) Como é o processo seletivo? (interno? Em conjunto com outros serviços? Relação candidato vaga?)
O processo seletivo é realizado em conjunto com outros serviços de Urologia do SUS (Hospital Ipiranga, Hospital Santa Marcelina e Hospital Amaral de Carvalho). Prova é realizada em São Paulo pela Fundação Carlos Chagas. Relação candidato vaga é de 35:1
3) Quantas vagas e quantos anos de residência estão disponíveis?
Após os dois anos em Cirurgia Geral, fará três anos em Urologia. São três residentes de primeiro ano, três de segundo ano e três de terceiro ano.
4) Quem fundou e quem coordena atualmente?
O Dr. Minori Saito fundou o Serviço de Urologia do Hospital Santa Marcelina, sendo ainda o seu coordenador.
5) Existe treinamento fora do serviço ou convênio com outras instituições?
Sim, em duas Instituições:
1- Estágio de Urologia Pediátrica, no Setor de Urologia Pediátrica da Divisão de Urologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Serviço do Professor Dr. Miguel Srougi. Residentes de 3º. Ano (R5).
2- Estágio em Doenças Sexualmente Transmissíveis, no Centro de Saúde Escola “Geraldo de Paula Souza”, Faculdade de Higiene e Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Serviço do Prof.Dr. Luiz Jorge Fagundes. Residentes de 3º.Ano(R5).
3- Participação das Reuniões clínicas dos Serviços de Urologia das Disciplinas de Urologia, da Faculdade de Medicina - USP e Escola Paulista de Medicina - UNIFESP. Residentes de 2º. Ano (R4).
6) Quais os pontos altos da residência?
Formação de profissionais éticos, competentes, bastando lembrar que todos os nossos residentes são aprovados em primeira instância, nas provas de titulação da especialidade, pela SBU.Programas atualizados que contemplam procedimentos avançados como transplantes renais, mais de 500 já realizados em menos de 10 anos, cirurgias endoscópicas e endo-urológicas, cirurgias oncológicas de alta complexidade, cirurgias videolaparoscópicas e percutâneas, desenvolvendo aprendizado seguro destas técnicas.Três Assistentes com Mestrado (dois pela FMUSP e um pela UNICAMP)Dois Assistentes em pós-graduação nível Doutorado (FMUSP e UNICAMP)Apresentação de trabalhos em congressos, jornadas, eventos, de âmbito nacional e internacional.A experiência profissional adquirida durante a residência se baseia em:Mais de 15000 consultas ambulatoriais/anoMais de 1500 internações/anoMais de 1000 cirurgias/anoMais de 400 LECOsMais de 1000 exames Urodinamico
7) Qual a programação semanal resumida (dias cirúrgicos e ambulatoriais)
| GRADE DO AMBULATÓRIO - 2009 | |||||
| Segunda | Terça | Quarta | Quinta | Sexta | |
| MANHÃ | Geral | Triagem | Geral Dsifunção Sxual |
Geral | Reunião Geral |
| TARDE | Próstata Uretra Transplante |
Litíase Laparoscopia Onco |
Disfunção Miccional Uroginecologia Bexiga Neurogênica |
Onco | Próstata Uretra |
| GRADE DE CIRURGIA- 2009 |
|||||
| Segunda | Terça | Quarta | Quinta | Sexta | |
| MANHÃ | Transplante Renal Cirurgia Oncológica |
Cirurgia Videolaparoscópica |
Cirurgia Percutânea Uroginecologia |
Cirurgia Oncológica |
Reunião Geral |
| TARDE | RTUP- RTUB Adenomectomia Outras Cirurgias Abertas Cirurgias de médio porte |
Cirurgia Videolaparoscópica |
Cirurgias de médio porte Cirurgias abertas |
Cirurgias abertas Cirurgias de médio porte |
Uretroplastia Uretrotomia Adenomectomia Cirurgia Endourológica Cirurgias de pequeno porte |
8) Qual a formação teórica? Programação científica, reunião de casos, discussão de artigos, aulas?
PROGRAMA DE AULAS – 2009
Responsáveis:
Dr. Auro Antonio Simões de Souza
Dr. Luiz Jorge Budib
Dr. Francisco Kanashiro
Dr. Fernando José Akira Saito
Dr.Leon Gilson Alvin Soares Jr.
1. Anatomia e embriologia do sistema geniturinário
2. Fisiologia renal
3. Anomalias do sistema geniturinário
4. Infecções inespecíficas do trato urinário
5. Tuberculose geniturinária
6. Estenose uretral
7. Refluxo vésico-ureteral
8. Processos obstrutivos do sistema geniturinário
9. Litíase urinária
10. Válvula da uretra posterior
11. Doenças císticas do rim
12. Cistite intersticial
13. Infertilidade masculina
14. Transplante renal: seleção do doador e receptor
15. Transplante renal: doador falecido.
16. Imunológica e drogas imunossupressoras}
17. Tumores do rim
18. Tumor de Wilms
19. Tumores da suprarenal
20. Tumores da pelve renal e ureter
21. Tumores da bexiga
22. Tumores da próstata
23. Tumores do testículo
24. Tumores do pênis-uretra e anexos
25. Disfunções vesicais de origem neurológica
26. Hiperplasia prostática benigna
27. Derivações urinárias
28. Hidrocele e varicocele
29. Disfunção sexual erétil
30. Extrofia da bexiga
31. Transplante renal: doador vivo
32. Complicações do transplante renal
33. Doenças sexualmente transmissíveis
34. Hipospádia
35. Doença de Peyronie
Constam ainda da programação:
Elaboração de Monografias.
Elaboração de trabalhos para congressos, jornadas e eventos.
Participação nos eventos da SBU
Participação nos eventos das Disciplinas de Urologia da FMUSP e UNIFESP
Reuniões de Revistas semanalmente
Participação das Reuniões Clínicas, às 5ª, feiras da Disciplina de Urologia da USP (R3).
Reunião Geral às 6as.
Feiras no período da manhã.
Aulas e palestras, ministradas por Profissionais convidados de outros Serviços.
9) Qual a colocação profissional após a residência? A maioria fica na região, retorna para suas origens?
A maioria geralmente retorna a seus locais de origem, funcionando como multiplicadores para assegurar e expandir conhecimentos adquiridos.
10) Faça quaisquer colocações que considerem pertinentes.
Após 40 anos de prestação de serviços dedicados ao HSM, sinto-me realizado em vários aspectos:
1 - O do dever cumprido, por ter-me dedicado ao máximo para o engrandecimento do Hospital e em particular do Serviço de Urologia.
2 - De ter formado uma equipe de trabalho, sem a qual não teria atingido os principais objetivos propostos.
3 - De ter contribuído para a formação de 52 urologistas, sendo 42 residentes e 10 estagiários.
4 - Tenho consciência plena, que, muito há para se fazer, objetivando cada vez mais a melhoria no atendimento aos pacientes e no ensino aos residentes.
5 - Espero que aquele ou aqueles que me sucederem não só dêem continuidade ao já realizado, mas ampliem as metas e resultados hoje obtidos.
Dr. Fabio Luiz de Souza
ESou residente do 3º ano no programa de residência médica em urologia no Hospital Santa Marcelina, o que significa dispender de boa parte da vida social, sono e tranqüilidade, em nome do desejo de tornar-me um urologista qualificado a atender as necessidades do mercado de trabalho em um futuro muito próximo. Este objetivo vem sendo plenamente cumprido pelo programa de residência médica em urologia deste hospital, que fornece aos residentes a oportunidade do contato com um grande número de pacientes e realização de muitos e variados procedimentos.
Nos dois primeiros anos do treinamento as áreas básicas são abordadas à exaustão, em atividades ambulatoriais, cirúrgicas e realização de exames complementares. O terceiro ano é dedicado ao transplante renal, à Uro-Oncologia, à Endourologia (cirurgia percutânea) e videolaparoscopia, realizados no próprio hospital e com participação ativa dos residentes. As atividades em urologia infantil e DST são realizadas através de estágios externos respectivamente, na Unidade de Urologia Pediátrica da Disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina da USP Serviço do Professor Dr. Miguel Srougi e Centro de Saúde Escola “Geraldo de Paula Souza” Faculdade de Higiene e Saúde Pública - USP, Serviço do Professor Dr. Jorge Luiz Fagundes.
Fica evidente que há também deficiências, como em qualquer instituição de caráter assistencial e vinculada ao sobrecarregado sistema único de saúde, porém a necessidade da população carente da região nos estimula a retribuir com um atendimento de qualidade àqueles que se submetem a tratamento em nosso hospital escola.
Acredito ser essencial à realização de complementação da formação profissional após a residência, já que nas grandes cidades a competitividade vem aumentando a cada dia. As dúvidas são muitas, mas a principal é como evoluirá a relação entre os urologistas e as empresas de medicina privada, o que pode resultar em menor remuneração, assim como na necessidade de maiores jornadas de trabalho. Apesar disso é possível um futuro muito promissor nesta especialidade extraordinária que é a urologia.
Rômulo da Costa Farias
Estou cursando o segundo ano da residência de Urologia do Hospital Santa Marcelina. A residência médica é uma experiência fundamental na formação de qualquer médico e ser residente significa aprender, com a ajuda dos assistentes, dos pacientes e de toda a equipe multidisciplinar.
O programa de Urologia do nosso hospital tem como pontos principais o volume cirúrgico, a experiência dos preceptores e a boa estrutura hospitalar. São realizados transplantes renais e cirurgias videolaparoscópicas semanalmente, além de cirurgias abertas, procedimentos endourológicos, biópsias prostáticas dentre outros, todos com a participação ativa do residente.
Penso que poderíamos melhorar a produção científica, cada vez mais importante na formação do urologista.
Pretendo me aperfeiçoar em videolaparoscopia, uma abordagem que já galgou seu espaço em nosso meio. As perspectivas da profissão preocupam a maioria dos futuros urologistas. Assuntos como mercados de trabalho e responsabilidade médica tornaram-se lugar comum no imaginário dos residentes. O domínio do mercado pelos planos de saúde acaba, em muitos casos, por determinar o aviltamento do trabalho médico. Nesse cenário, a participação de uma sociedade de classe forte como a nossa nos anima a buscar o justo nas relações com os planos de saúde.
Dr. Alexandre Stievano Carlos
Estou cursando o Primeiro ano de residência de Urologia do Hospital Santa Marcelina. Ser residente é passar por um período de dedicação exclusiva e supervisionada a pratica da urologia em todas suas áreas de atuação, tanto do ponto de vista teórico quanto do treinamento prático. É um período intenso de atividades, e não poderia ser de outra forma já que temos três anos para nos familiarizar da melhor forma possível com todas as áreas da especialidade.
O Hospital Santa Marcelina é a principal referência hospitalar da zona leste de São Paulo, assim sendo atendemos a um universo extremamente numeroso e variado de pacientes nos diversos níveis de complexidade, incluindo os serviços de urgência/emergência. Isso nos dá a oportunidade de acompanhar a prática urológica desde um atendimento simples de triagem inicial das patologias mais prevalentes na população até casos raros e mais complexos, além da nossa participação no serviço de transplante renal. A preceptoria é bastante presente e, em sua grande maioria, é extremamente acessível o que contribui para o aprendizado e para um bom ambiente de trabalho. Em minha opinião seria interessante se houvessem mais horários cirúrgicos disponíveis. A maior disponibilidade de salas no centro cirúrgico traria benefícios tanto para os pacientes que sofrem aguardando pelas cirurgias (no nosso serviço apenas os casos de câncer tem fila de espera menor que um mês) quanto para nós residentes que sempre almejamos por mais horas de treinamento prático. Outro ponto que poderia ser melhorado diz respeito à aquisição de equipamentos mais modernos dos quais nós não dispomos como, por exemplo, ureterorrenoscópio e nefroscópio flexíveis e o litotritor a laser, e que no futuro teremos que nos familiarizar com seu uso através de alguma complementação após a residência.
Em curto prazo pretendo concluir minha residência e conquistar o título de especialista pela SBU. Após isso pretendo seguir uma pós-graduação e se possível me manter vinculado a uma instituição de ensino para estar próximo do ambiente acadêmico.
A urologia por si é uma especialidade médica bastante específica, e na residência quando você começa a ter um contato mais íntimo com a urologia percebe o quão abrangente e repleta de sub-especialidades ela é. Acho que o mercado saturado de profissionais, principalmente nos grandes centros como São Paulo, impõe ao urologista uma super-especialização em áreas específicas como mais uma maneira de se tornar diferenciado no meio. Acho que a resposta quanto a qual direção tomar dentro da urologia virá com o tempo, já que ainda estou dando os primeiros passos de um longo caminho a ser trilhado.


