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Passados
Notícias
Dilma veta
artigos no
texto da
Emenda 29
O
Diário Oficial da União publicou na edição desta segunda-feira, dia 16
de janeiro, a lei que fixa os gastos com saúde e os percentuais mínimos
para investimento a serem cumpridos pela União, estados e municípios.
A proposta de lei que tramitou por mais de dez anos no Congresso foi
aprovada em dezembro passado e sancionada com vetos na última
sexta-feira pela presidenta Dilma Rousseff. A lei define o que pode ou
não ser considerado gasto com saúde.
Entre os 15 artigos vetados, está o que impede o governo federal de
aplicar créditos adicionais. Pela lei, a União deve investir o montante
do ano anterior somado à variação nominal do Produto Interno Bruto
(PIB).
A lei estabelece ainda que, em caso de PIB negativo, o valor de
investimento não pode ser reduzido no ano seguinte. A Contribuição
Social à Saúde (CSS) foi derrubada durante a votação da regulamentação
no Parlamento.
De acordo com o texto, os recursos só poderão ser usados em ações e
serviços de “acesso universal” que sejam compatíveis com os planos de
saúde de cada estado ou município e de “responsabilidade específica do
setor de saúde”.
“Nós precisávamos regulamentar a Emenda 29, mas não foi como a AMB
defendia nem como a população precisava”, disse Florentino Cardoso,
presidente da AMB. “Avançou no que determina gasto em saúde, mas mesmo
todo o recurso aplicado corretamente ainda não é suficiente. O governo
brasileiro investe aquém do que o povo brasileiro precisa e, por isso,
defendíamos um referencial mínimo de investimento também para a União,
pois com a correção nominal do PIB o aporte é quase nenhum. O que vemos é
cada vez mais o governo federal desonerando seu gasto com a saúde e a
população sofrendo cada vez mais, peregrinando para conseguir consultas e
exames.”
A AMB está desencadeando, junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB –
Nacional) e outras entidades/ instituições de grande representatividade,
um projeto de lei de iniciativa popular para destinar 10% da Receita
Bruta Corrente da União para o setor saúde.
“A AMB está muito preocupada com a saúde da população, especialmente a
mais pobre e carente, que depende exclusivamente do SUS”, finaliza
Florentino.


