ProjetosProjetos2012-20132012-2013

  • I Jornada Urológica de Verão
  • XII Jornada Paulista de Urologia
  • Atlas Urológico 3D
  • BIU - Boletim de Informações Urológicas
  • Caminhada pela Saúde da Próstata
  • Campanha "Consulte um Urologista"
  • Congresso Paulista de Urologia
  • Cursos Online - Atualização em Urologia
  • Display de Consultório
  • Hand's On Urológico
  • Kit Consultório
  • Manual de Condutas
  • Proteus Intensivão
  • Programa de Informatização de Consultórios (PIC)
  • Urologia Fundamental
  • Vídeo informativo Pacientes
  • Vitrine Virtual - Área de Expositores
  • Website SBU-SP
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Uro-históriaUro-história

Hospital Irmãos Penteado e Santa Casa de Campinas

A Irmandade de Misericórdia de Campinas, mantenedora da Santa Casa e Hospital Irmãos Penteado foi fundada em 1871, sendo então o primeiro hospital da cidade. O Serviço de Urologia começou a funcionar como departamento constituído a partir de 1965. Nos próprios da Irmandade localizada em área central de Campinas, funcionou uma escola superior de enfermagem denominada 'Madre Maria Teodora', isto na década de 50 e início de 60, e também a Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp de 1965 à 1985 quando então foi inaugurado o H. C. no Campus Universitário. A Urologia da Irmandade confundiu-se com a disciplina de Urologia da Unicamp desde 1968, quando foi inaugurada a enfermaria da mesma, até 1979, ocasião em que os serviços se separaram. Neste espaço de tempo os Urologistas da Irmandade eram os mesmos que militavam na faculdade de Ciências Médicas, ou sejam: Dr. Augusto Afonso Ferreira e Dr. Lycurgo de Castro Santos Neto. Nesta ocasião fizeram seu treinamento na Irmandade de Misericórdia através da Unicamp 7 (sete) residentes de Urologia e de 1979 até os dias de hoje mais 17 (dezessete) residentes passaram pelo Departamento de Urologia da I.M.C. A Residência é reconhecida pela Sociedade Brasileira de Urologia desde 1971 e também pela Comissão Nacional de Residência Médica do MEC desde 1992. Pertencem atualmente ao Departamento de Urologia da I.M.C. os seguintes membros titulares da SBU:

- Dr. Lycurgo de Castro Santos Neto
- Dr. João Carlos de Castro Santos
- Dr. Murillo Antonio Moraes de Almeida
- Dr. Luís Eduardo Murgel de Castro Santos
- Dr. André Luiz Oliveira
- Dr. Wagner Eduardo Matheus

Dr. Lycurgo de Castro Santos Neto Chefe do Departamento de Urologia da I.M.C.


Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

Na Europa e mesmo nas Américas, a história das universidades mais antigas se conta por séculos, enquanto que no Brasil ainda se conta por décadas. Sendo recentíssima a história da universidade brasileira, a da Universidade Estadual de Campinas é ainda mais recente. A Unicamp teve seu campus instalado oficialmente em 5 de outubro de 1966. Mas, poucos anos mais tarde, ela já havia se firmado como uma das principais universidades brasileiras e latino-americanas, verdadeira usina de pesquisas avançadas e de interesse social, hoje inteiramente consolidada.

Assim, a Unicamp soube aliar sua juventude a uma forte experiência na produção de conhecimento novo em praticamente todas as áreas. Não por acaso, presentemente, ela concentra 15% de toda a produção científica brasileira e cerca de 10% da pós-graduação nacional. Isto faz com que mantenha áreas de compatibilidade científica e tecnológica com os principais centros de pesquisa do mundo, com os quais mantém mais de uma centena de convênios de cooperação.

A Unicamp é uma autarquia, autônoma em política educacional, mas subordinada ao governo estadual no que se refere a subsídios para a sua operação. Assim, os recursos financeiros são obtidos principalmente do Governo do Estado de São Paulo e de instituições nacionais e internacionais de fomento. A planície onde situa-se a Universidade Estadual de Campinas foi, em outras épocas, berço de cafezais e canaviais. Hoje, sua área de dois milhões de metros quadrados está repleta de parques e gramados. O seu campus tem o nome do seu fundador, Zeferino Vaz, que foi quem a sonhou e a viu nascer, no ano de 1966.

Histórico da Faculdade de Ciências Médicas UNICAMP
A Faculdade de Medicina de Campinas foi criada oficialmente em 25 de novembro de 1958 pela Lei Estadual n.º. 4996, promulgada pelo governador do Estado de São Paulo, Jânio da Silva Quadros, como um instituto isolado de ensino superior. Foi nomeado como seu primeiro diretor o Professor Cantídio de Moura Campos, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Em 28 de dezembro de 1962, foi criada a Universidade Estadual de Campinas, que incorporou a Faculdade de Medicina. Em 20 de maio de 1963 foi proferida a aula inaugural do 1º ano médico, o treinamento clínico e cirúrgico dos alunos era realizado nas enfermarias e instalações da Santa Casa de Campinas.O Conselho Estadual de Educação do Estado de São Paulo nomeou uma Comissão, coordenada pelo Prof. Zeferino Vaz, Reitor da Universidade, incumbida de prosseguir a instalação e organização da Universidade. Iniciou-se, então, uma nova etapa da Universidade Estadual de Campinas que culminou com sua inauguração oficial em 1967, reunindo vários Institutos Básicos e outras Faculdades, entre elas a Faculdade de Ciências Médicas.

A FCM no Campus Universitário
A Faculdade de Ciências Médicas funcionou na Santa Casa de Campinas até fevereiro de 1986. Em 1º de março de 1986, transferiu-se para instalações próprias, e no final de 1988, a FCM já possuía uma área física de 5.000 m2. A transferência da FCM para a Cidade Universitária foi muito benéfica.

A FCM hoje
A Faculdade de Ciências Médicas conta com uma área aproximada de 23.000 m2. As recentes inaugurações de prédios próprios para Biblioteca, Centros de Pesquisa, e outros Departamentos, especialmente o de Enfermagem, além de áreas para as Seções de Apoio Administrativo e Operacional, possibilitaram uma maior integração entre os diferentes serviços que compõem a Faculdade. A FCM possui 427 docentes, 288 em RDIDP(tempo integral); 96 em regime de tempo completo(RTC); 15 em regime de tempo parcial (RTP) e 28 docentes na carreira especial lotados nos Centros de Pesquisa Especiais. Os funcionários somam 481 (361 da Unicamp e 120 da Funcamp). Um levantamento, efetuado no final de 1997, apontou um total de 1357 alunos matriculados: 680 no curso de graduação (561 em medicina e 119 em enfermagem); 616 no curso de pós-graduação (373 em mestrado e 243 em doutorado) e 61 no curso de especialização.

 

Hospital Amaral Carvalho - Jaú

O Dr. Carvalho, após concluir seus estudos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, seguiu para a Alemanha a fim de especializar-se. Retornando no início do século passado, 1900, construiu o núcleo centro do que viria a se tornar a Maternidade de Jaú. Em 1916, com grande visão e pioneirisno, transformou a Maternidade em Fundação Privada, uma das primeiras do País. Na verdade, com o passar dos anos, a instituição funcionou como hospital geral até que, em 1965, o Dr. Edwin Montenegro, filho do saudoso Prof. Benedito Montenegro e sobrinho neto do Dr. Amaral Carvalho, transferiu-se da Capital para Jaú, assumindo a direção da instituição. Passados 4 anos, em 1972 instalou a primeira bomba de cobalto e iniciou com grande pioneirismo a transformação da então Maternidade em primeiro centro Oncológico do Interior do Estado de São Paulo. Assim começou a convidar jovens médicos para assumir os novos departamentos, iniciando com Cabeça e Pescoço, Gastro, Gineco, Oncologia Clínica, Urologia, etc. Atualmente a instituição conta com 280 leitos, recebe pacientes de 350 municípios paulistas e 160 de outros Estados. Realiza 12.000 cirurgias/ano tendo sido já realizados 150 transplantes de medula óssea. Em 1975, quando eu fazia o primeiro ano de Residência em Urologia no Servidor Público de São Paulo - Francisco Morato de Oliveira, durante minhas férias de maio, fui convidado a assumir o serviço de Urologia.

Assim, em fevereiro de 1976, tendo feito um ano de Cirurgia Geral e um de Urologia, mudei-me para Jaú, e durante os dois primeiros anos praticamente auxiliei o Dr. Montenegro em suas cirurgias diárias, participando de gastrectomias, cirurgias de substituição de esôfago, amputações de reto, etc., o que no futuro demonstrou ser de enorme valia na execução das derivações urinárias e utilização de intestino em cirurgias urológicas. Passados dois anos, já conhecendo bem a realidade de Jaú,segui para Espanha, Barcelona, Fundação Puigvert, onde pude aprender os princípios da cirurgia endoscópica e oncológica, na época incipientes nos serviços brasileiros. Em 1989 convidei o Dr. Carlos Hermann Schall para ser meu primeiro parceiro de trabalho, tendo assumido o setor de Impotência; passados 5 anos, o Dr. Fernando César Sala para ser o responsável pela Urodinâmica e Uropediatria e, finalmente em 1998, o Dr. André Pereira Vanni para chefiar o setor de Ultrasonografia Urológica. No período de 1996 a 1999, todos saíamos em rodízio por 3 a 4 meses por ano para estagiar em instituições Européias ou Americanas, o que contribuiu grandemente para o amadurecimento de nossa equipe. Hoje realizamos média de 350 lititripsias/mês, tendo sido no ano de 2001 o serviço de maior volume no Estado de São Paulo. No ano de 2001 foram realizadas 512 RTUs de próstata, 178 de Bexiga, 245 Prostatectomias Radicais Perineais, 56 Cistectomias Radicais, mais de 200 Ureteroscopias e 80 Percutâneas, etc. Temos recebido a visita quase que diariamente de colegas de outras instituições e após um trabalho árduo, em 2002 credenciamos nossa residência junto ao Ministério da Educação e Cultura, estando em fase final a aprovação de nosso credenciamento junto à Sociedade Brasileira de Urologia.

Sinto-me muito honrado e agradeço a oportunidade que a diretoria da SBU-SP me ofereceu para poder resumidamente contar a história do nosso serviço.

Dr. Renato Prado Costa
Chefe do Serviço de Urologia do
Hospital Amaral Carvalho - Jaú


Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo

Aspectos Históricos
Na década de 50 do século passado, o governador Lucas Nogueira Garcez enviou um projeto de lei à Assembléia Legislativa, atendendo a antiga reivindicação da Comissão da Assistência Médica Hospitalar composta por representantes do funcionalismo público estadual. O projeto foi aprovado e instituído pela lei n º 1856 de 28 de outubro de 1952, criando assim o DAMSPE (Departamento de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual), entidade autárquica sob a administração do IPESP e tutela financeira da Secretaria da Fazenda. A pedra fundamental do conjunto hospitalar foi lançada em 5 de janeiro de 1957, sendo denominado Hospital do Servidor Público Estadual - HSPE. A obra foi executada sob a orientação e fiscalização do Dr. Francisco Morato de Oliveira. O hospital foi inaugurado em 9 de julho de 1961. Em 11 de março de 1966 o DAMSPE passou a denominar-se IAMSPE (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual), ora inteiramente desligado do IPESP, mas com o subsídio financeiro da Secretaria da Fazenda. Na década de 60 estava relacionado à Secretaria da Administração e a partir de 1987 passou a pertencer à Secretaria da Saúde, então administrada pelo Dr. José Aristodemo Pinotti. O IAMSPE presta assistência médica a mais de 3 milhões de pessoas, funcionários públicos estaduais e seus dependentes através do HSPE e de hospitais conveniados. O HSPE tem capacidade para 1200 leitos; contudo, devido a reformas iniciadas há anos, não tem tido disponibilidade de todo o potencial de internação. Trata-se de um hospital geral assistencial e de ensino, credenciado pelo Ministério da Saúde, como centro de alta complexidade, com mais de quarenta especialidades médicas e um movimento ambulatorial da ordem de 2000 consultas/dia.

Urologia
O Serviço de Urologia do HSPE teve início com atividades de ensino em 1967 tendo como responsáveis o Dr. Oscar Motta Melo Junior (Diretor) e o Dr. Oswaldo de Arruda Macedo (Chefe do Serviço). Em 1986, assumiu a Direção do Serviço o Dr. Demerval Mattos Junior mantendo-se o Dr. Oswaldo de Arruda Macedo como Chefe do Serviço. Os assistentes que compõem atualmente o Serviço são: Pedro Manzini Filho, Roberto Tarpinian, Paulo Roberto Dias Westin, Hugo Hypólito, Vítor Recupero, Osvaldo Couji Koga, Carlos Alberto Machado Botelho, Flávio de Almeida Junior, Limírio Leal da Fonseca Filho, Helio Begliomini, Cláudio Francisco Atílio Gorga, Sérgio Espiridião, Luis Augusto Seabra Rios, Ezer Amoras Melo e Eduardo Berna Bertero.Foi com satisfação que em épocas primevas ou não, integraram como assistentes os seguintes urologistas: Sami Arap, Waldyr Prudente de Toledo, Nelson Íleo Dias Montellato, Frederico Arnaldo de Queiroz e Silva, Dácio Pereira Santos, Tácio Vaz, Miguel Srougi, Mario Marrese, João Afif Abdo, Sebastião Francisco de Oliveira, André Gilbert, Nestor Cocchiaralli Filho, Mário Mustaro, Vitório Amoroso Filho e Eduardo Valle Pinheiro. Outrossim, registra-se o passamento dos seguintes profissionais que igualmente muito contribuíram para o Serviço: Oscar Motta Melo, Michel Pink, José Neder, Paulo Camargo, Antônio Carlos da Costa Leite, Feliciano Bicudo Neto, Francisco de Paula Santos Abreu, assim como do ex-residente Wilmar de Magalhães Lemos. Nesses 34 anos de atividades de ensino já foram formados em urologia 69 médicos residentes e 3 médicos estagiários. Salvo mudanças desconhecidas por nós, o paradeiro pós-especialização dos médicos que passaram no Serviço de Urologia do HSPE-FMO, encontra-se na Tabela 1. A data assinalada, refere-se ao ano de entrada por concurso no HSPE-FMO e, não necessariamente, no Serviço de Urologia. Quarenta e seis (64 %) dos médicos que fizeram especialização no HSPE-FMO ficaram exercendo a urologia no Estado de São Paulo, sendo 26 na capital, e 20 no interior estando 6 em Sorocaba, 3 em Jaú, 2 em Santos e um nas seguintes cidades: Fernandópolis, Rio Claro, Santo André, Itapeva Jundiaí, Leme, Lorena, Guaratinguetá e Bragança. O Estado de Goiás recebeu 7 (10%) ex-residentes, todos localizados em Goiânia. Minas Gerais tem 5 (7%) localizados nos municípios de Passos, Uberaba, Uberlândia, São Sebastião do Paraíso e Araxá. No Espírito Santo tem 4 (5%) ex-residentes, sendo que três estão em Vitória e um em São Mateus. No Paraná há 3 (4%) na cidade de Cascavel; no Rio de Janeiro há 2 (3%) na cidade de Petrópolis; no Piauí há 1 (1,5 %) em Teresina; na Paraíba há 1 em João Pessoa e outro irá para Campina Grande (3%); em Mato Grosso há 1 (1,5%) em Barra do Garça, e um radicou-se nos Estados Unidos da América (1,5%). Dos 70 médicos urologistas vivos, formados pelo HSPE-FMO, até 2000 e residentes no Brasil, 54 (77 %) permanecem como membros da Sociedade Brasileira de Urologia, e há 13 (19%) que trabalham em Instituições Universitárias. O Serviço de Urologia do HSPE ao longo de sua trajetória tem contribuído para a formação especializada de mais de seis dezenas de urologistas que estão espalhados em diversas cidades de nove estados da federação. Com isto, tem cumprido sua função precípua na formação técnico-científica de profissionais para outros centros da nação.

Dr. Helio Begliomini e Dr. Demerval Mattos Junior


Hospital Santa Marcelina

A trajetória do Serviço de Urologia do Hospital Santa Marcelina confunde-se com a história da própria Instituição, numa proposta de luta contra os obstáculos e os desafios para bem atender os pacientes que, freqüentemente, não dispõem de quaisquer outros recursos de atenção à saúde à leste da cidade de São Paulo.

A Casa de Saúde Santa Marcelina, nome originalmente dado ao hospital, foi fundada pela Congregação das Irmãs Marcelinas, cuja principal preocupação sempre foi formar personalidades humanas, capacitadas em assistir aos doentes e às pessoas de qualquer idade e condição sócio-econômica. O Hospital foi inaugurado em 05 de Agosto de 1961, na presença do Bispo Dom Paulo Rolim Loureiro, de autoridades e de representantes da população local de Itaquera, que contava então com cerca de 60.000 habitantes. Na época, possuía 150 leitos, um laboratório de análises clínicas, uma sala de radiologia, uma de parto, duas de emergência e duas de cirurgia. Contava com um corpo clínico de sete médicos e trinta funcionários, que dirigidos pela Diretora-fundadora, Irmã Sophia Marchetti, atendiam àquela população.

Itaquera alcança hoje cerca de 700.000 habitantes. Muitas conquistas foram realizadas. Hoje o Hospital, é a principal referência em saúde na região leste de São Paulo, com 733 leitos, sendo 641 de enfermaria, 77 de UTI e 15 de recuperação RPA. Equiparando-se aos maiores centros médicos do país, o Santa Marcelina atende mais de 32.000 consultas/mês em ambulatórios, mais de 40.000 no serviço de emergência, realiza mais de 1.400 cirurgias/mês no seu centro-cirúrgico recém-reestruturado com 17 salas de operação, contando com modernos equipamentos de diagnóstico e intervenção, tais como tomografia computadorizada, ressonância magnética nuclear, moderno laboratório de patologia clínica e heliponto. O Hospital Santa Marcelina tem atualmente 580 médicos de todas as especialidades em seu efetivo clínico, assim como 218 residentes, 39 estagiários, 43 internos de Medicina, além dos outros profissionais da saúde: equipe de Enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas e odontólogos. O lema, servindo como base de sustentação ao trabalho de todos os funcionários: 'o paciente constitui uma unidade biopsicossocial indissolúvel, e deve ser atendido integralmente, podendo a verdadeira doença, estar fora do organismo doente'.

Na época de inauguração do hospital, o Corpo Médico era composto em sua maioria, por jovens assistentes da Escola Paulista de Medicina, da Faculdade de Medicina da USP e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. Cheios de ideal e de garra, dispunham-se a fazer do Hospital Santa Marcelina um centro de referência em termos de qualidade e atenção à Saúde. Entre os jovens assistentes, um deles viria plantar a pedra fundamental do futuro Serviço de Urologia do Hospital Santa Marcelina: o Dr. Minori Saito.

O Dr. Minori Saito concluíra a residência em janeiro de 1969, na Divisão de Urologia do Hospital São Paulo e Escola Paulista de Medicina - serviço do Profº Dr. Afiz Sadi. Foi médico-assistente da Urologia do Hospital São Paulo e teve uma passagem pela Divisão de Clínica Urológica do HC-FMUSP. Entrou para o Hospital Santa Marcelina como plantonista na área de emergência, voltada para Cirurgia Geral e Urologia. A preocupação, desde então, era a de organizar um serviço que extrapolasse a urgência/emergência e comportasse também as cirurgias eletivas, que passaram a ser realizadas fora dos plantões, rotineiramente três vezes por semana, junto com a equipe do Dr.Adnan Neser, atual Presidente da Comissão de Residência Médica e Chefe do Serviço de Cirurgia e Moléstias Vasculares Periféricas.

Na época não existia a divisão por especialidades, e os leitos ficavam distribuídos por diversos locais do Hospital. Havia apenas uma grande divisão: enfermarias masculina e feminina. O próximo passo foi o delineamento de cada especialidade e a proposta, ainda incipiente, de leitos agrupados, esboçando-se assim o início das enfermarias de especialidades, entre as quais já se destacava a área da Urologia.

O Serviço de Urologia do HSM surgiu, então, no fim da década de 70, estabelecendo-se definitivamente durante a década de 80. Aos poucos, foram se desenvolvendo as áreas de atendimento ambulatorial, procedimentos de diagnóstico, instrumentação urológica, cirurgias, exigindo cada vez mais melhorias em equipamentos e instrumentais mais sofisticados, além da reciclagem constante de conhecimentos, para dar conta do número progressivamente maior de atendimentos, bem como da alta complexidade dos pacientes assistidos. Para tal, a Urologia recebeu apoio da Diretoria do Hospital, na época representada pela carismática figura da Madre Superiora Sophia Marchetti, homenageada hoje, com a colocação do seu nome no atual Serviço de Urologia - Uroclínica Sophia Marchetti. Nos dias de hoje, é fundamental o incentivo e o apoio da Irmã Dra. Giuseppina Raineri, Dir. de Assitência Médico-Hospitalar, da Irmã Maria Thereza Lorenzzonni, Dir. Superintendente, e da Dra. Maria Cristina Lourenço, Dir. Clínica.

Em 1979, o HSM começava a receber os primeiros médicos-estagiários e os internos de diversas Escolas de Medicina. Era o início do Programa de Residência Médica. Sempre na vanguarda, o Serviço de Urologia ganhou peso a proposta específica do Ensino durante a década de 80. O principal interesse sempre foi o de formar profissionais capacitados que possam ingressar em um mercado de trabalho competitivo, sem jamais esquecer princípios éticos de respeito e compromisso com os pacientes e com seus familiares.

Dentro dessa proposta, surgiram os primeiros Médicos-Adidos da Urologia, como os doutores Aloísio Tamura, Wladimir C. Franco, Luiz Jorge Budib, Sidney A. Cruz, Auro Antonio S. Souza, entre outros. Alguns, que ao longo da década de 80, ali fizeram ou complementaram sua formação em Urologia, compõem hoje o quadro de Médicos-Assistentes do Serviço de Urologia do HSM. Em 1988, foi realizado oficialmente o primeiro concurso para os candidatos ao Programa de Residência Médica, incluindo a Urologia. Atualmente o Programa inclui 23 especialidades, todas credenciadas pelo Conselho Nacional de Residência Médica, parecer 38/95 - Processo No. 015501/89-19. Embora existente há quase 10 anos, em 05 de Março de 1997, o Serviço de Urologia do HSM recebeu o credenciamento da Sociedade Brasileira de Urologia, para o Programa de Residência Médica em Urologia, após vistoria da Comissão de Ensino e Treinamento da SBU, representada na época pelos doutores José Luis Chambô e Samuel Saiovici.

Nos últimos anos, o grande volume de atendimento levou à formação de sub-divisões do Serviço de Urologia, possibilitando uma melhor racionalização destes atendimentos nas unidades de Ambulatório de Urologia Geral; de Próstata; de Litíase; de Uro-ginecologia, de Oncologia; de Transplante Renal; destacando-se ainda os grupos voltados para Disfunção Erétil e DST. Complementam o Serviço, as divisões de Endoscopia, Litotripsia extra e intracorpórea, Urodinâmica e, mais recentemente, Cirurgia Videolaparoscópica.

Dr. Minori Saito
Chefe do Serviço de Urologia do Hosp. Santa Marcelina
Coord. do Programa de Residência em Urologia


Hospital das Clínicas da FMUSP

Faculdade de Medicina, fundada em 1913, era uma instituição isolada e posteriormente foi integrada à USP.

Em Dezembro de 1928, na câmara dos Deputados Estaduais cogitou-se sobre a reforma curricular da Faculdade de Medicina e uma das inovações era a criação da Cadeira de Clínica Urológica. O Prof. A.C. Camargo, se opôs a esse projeto, alegando que somente em Paris havia tal Cadeira.

O “Estado de São Paulo” e Prof. Luciano Gualberto saíram em defesa da cadeira. Aprovado o projeto, transformou-se em Lei nº 2355 pela sanção de Julio Prestes, Presidente de Estado de São Paulo.

A regência foi oferecida sucessivamente ao Prof. João Alves Lima, ao Prof. Sérgio Meira Filho, que recusaram por motivos particulares. Aceitou-a o Prof. Montenegro e já se preparava para assumir, quando por motivos político, desistiu. Os revolucionários de 1930 exigiram a realização do concurso. Apresentou-se, único candidato, Luciano Gualberto. Foi aprovado por unanimidade em 1º Julho de 1931. No começo, a Clínica Urológica instalou-se no H. Cruz Vermelha. Dado o prestígio do Prof. Gualberto, Vice-Prefeito S. Paulo, a Clínica transferiu-se para o Pavilhão Conde de Lara, na Santa Casa. Em 1º de agosto de 1945, transferiu-se para o Hospital das Clínicas, recém inaugurado. Um de seus assistentes, Dr. Giglio Pecoraro, colaborou muito na revisão de Dissertações e Teses na Urologia.

Em Janeiro de 1953, Prof. Gualberto, aposentando-se compulsoriamente, assumiu a regência da Cadeira o Prof. J. Geraldo Campos Freire que, após Concurso regulamentar, foi nomeado catedrático em 1954.

Personalidade marcante, espírito aberto, o Prof. Campos Freire representou um marco no desenvolvimento científico e técnica da Clínica Urológica. Realizou o 1º Autotransplante Renal (1956), fato consignado na Literatura Internacional.

Os Drs. Osvaldo Arruda Macedo, Oscar Motta Melo Jr. E Samir Seraphim foram grandes colaboradores. Em 1957 começou a residência de Urologia, sendo Dr. Milton Borrelli seu primeiro residente; em 1958 entrou Nelson Íleo Dias Montellato. Prof. C. Freire propiciou avanços em áreas limítrofes da Urologia ao convidar o Prof. José Roberto Freitas Azevedo para coordenar o “Serviço de Uroginecologia”.

Estabeleceu ainda um relacionamento especial com o Prof. Eduardo Cotrim, da Clínica Radiológica. Criou o 1º Serviço de Uropediatria, entregando sua direção ao Prof. Alfredo Duarte Cabral. Em 1963, passou a participar o Dr. Sami Arap, de retorno do estágio de dois anos com o Prof. Couvelaire (França). A grande atividade de Pesquisa Clínica resultou em duas teses publicadas pelo Dr. Sami Arap: “Tratamento Cirúrgico do Refluxo Vésico-Ureteral e Tratamento Cirúrgico da Incontinência Urinária associada à Epispádia”. Em 21 de Janeiro de 1965, liderou a realização do 1º Transplante Renal no Brasil. Teve a colaboração do Prof. Emil Sabbaga e Prof. Geraldo Verginelli. Até 25 de Julho 2002, foram realizados:

Transplante Renal: 2917
Rim / Pâncreas: 19
Rim / Fígado: 11
Rim / Coração: 01
Pâncreas: 04

Em 1972, o Dr. Gilberto Menezes de Góes, publica duas Teses sobre Derivação Urinária: Contribuição para o Estudo da Neo Bexiga Retal e Estudo de Anastomose Uretero-Íleo-Cutânea. Com o falecimento do Prof. Campos Freire (1975), assumiu a regência da Clínica o Prof. Gilberto M. Góes o qual prestou concurso em agosto 1976, tornando-se o Professor Titular mais jovem daquela época.

Foi nomeado o Dr. Milton Borrelli como Chefe de Clínica. O Prof. Góes dedicou-se ao desenvolvimento da Cirurgia Reno-Vascular, Adrenal, Nefrolitotomia Anatrófica, e deu um grande impulso ao programa de residência em Urologia, a qual passou a ganhar conceito e há alguns anos é a mais concorrida dentre as especialidades Cirúrgicas.

O Prof. Góes estimulou a carreira de seus Assistentes que, após concurso, tornaram-se Professores Associados: Frederico Arnaldo de Queiroz e Silva, Geraldo Campos Freire, Milton Borrelli, Nelson Rodrigues Neto, Sami Arap, Waldyr Prudente de Toledo e Antonio Marmo Lucon.

Apoiou o Prof. Sami Arap, o qual organizou o 1º Simpósio Internacional de Uropediatria, em 1982, constituindo-se em um marco entre os eventos da Divisão Clínica Urológica. Durante sua Gestão, realizaram estágio de aperfeiçoamento no exterior os Drs. Antonio Carlos Lima Pompeo, Miguel Srougi, Jamil Chade, Luiz Balthazar Saldanha, Antonio Marmo Lucon, Homero Bruschini, Anuar Ibrahim Mitre, William Carlos Nahas, Erick Roger Wroclawski, Francisco Dénes. Em 1985, Dr. Miguel realizou concurso de Livre-Docência. Com o falecimento do Prof. Góes (1985), assumiu a cadeira de Prof. Titular o Prof. Sami Arap (1986), após seleção em Concurso Público. Sua Gestão tem se caracterizado pela Modernização do Serviço tanto em nível acadêmico quanto assistencial. Tornaram-se Doutores: Amilcar Martins Giron, Anuar Ibrahim Mitre, Erick Roger Wroclawski, Homero Bruschini (1987). Em 1988, João Carlos Campanari. Docentes: Amilcar Martins Giron, Antonio Carlos Lima Pompeo, Francisco Tibor Dénes, William Carlos Nahas e Lísias Nogueira Castilho. O Prof. Arap deu ênfase ao Intercâmbio Internacional da Clínica com renomados Serviços no Exterior. Foi criado o “Centro de Estudos Prof. Gilberto Menezes de Góes”: e Simpósios Internacionais.

Em nível assistencial, com apoio da Fundação Faculdade de Medicina, foi realizada uma renovação dos equipamentos da Clínica Urológica, com a aquisição dos mais modernos equipamentos como: Vídeo-endoscopia, Laparoscopia, Laser, Hipertermia, Crioterapia, Percutânea e Litotripsia extracorpórea por ondas de choque. O “Centro de Próstata” foi criado para atender o paciente Prostático, o qual recebe Avaliação Clínica, Laboratorial e Imagenológica. Prof. Sami Arap conta com grande apoio, como Chefe de Clínica de Anuar Ibrahim Mitre e do Diretor Administrativo Amilcar Martins Giron. O Curso de Reciclagem para residentes de Urologia desenvolve-se todas as quintas-Feiras no Anfiteatro da Clínica Urológica, sendo aberto a todas as Instituições. A Clínica Urológica oferece estágios regulamentados pela Faculdade de Medicina, com duração de 90 dias e Certificado de Participação.

Em 2000, 1º Congresso Internacional “URO-USP” em conjunto com a Mayo Clinic de Jacksonville, EUA. Evento Bienal que faz parte da agenda de educação continuada dos Urologistas Brasileiros. Em 2001, em colaboração com SBU-SP, foram realizados cursos URO-USP Hands-on: Laparoscopia, Tratamento Cirúrgico da HPB, Prostatectomia Radical, Hipospadia, Transplante Renal e Andrologia.

Em 2002, 2º Congresso URO-USP, reuniu 600 Urologistas. A principal mudança foi a introdução de Cursos ministrados por convidados Internacionais.

Os Cursos Práticos URO-USP 2002 Hands-on: Endourologia, Uroginecologia, Tratamento Cirúrgico da HPB, Prostatectomia Radical.

Próximos Cursos = Setembro 02 – Urodinâmica, Novembro 02 – Andrologia. Prof. Sami Arap, introduziu o Laboratório de Investigação Médica (LIM-URO-55), localizado na FMUSP – 2º andar, sala 2141 e projeto de um Centro de Reprodução Humana. Em 1987, foi implantado o Curso de Pós-Graduação em Urologia. Foram realizadas até julho 2002: 26 Dissertações de Mestrado, 36 Teses de Doutorado, 42 Corpo Discente atual.

 

Santa Casa de São Paulo

Em 1963 a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo iniciou suas atividades, após uma verdadeira batalha jurídica para poder instalar um curso de medicina no vetusto hospital.

Fundada pelo Prof. Emílio Athie, que também foi seu 1º diretor, a nova escola teve a cooperação de eminentes urologistas. O primeiro professor foi Geraldo Vicente de Azevedo, que dirigiu a disciplina de urologia até 1978. A 1º turma da faculdade iniciou a residência médica em 1969 e durante algum tempo um dos preceptores foi o nosso presidente na gestão de 2002/2003, o Prof. José Cury. Com seu habitual entusiasmo e alegria, até hoje tem sua passagem lembrada por aqueles que com ele conviveram. Em relação ao Prof. Geraldo, é importante ressaltar que foi um dos fundadores da uro-ginecologia, especialidade da qual tinha grande conhecimento, pois era livre docente em Cirurgia e em Ginecologia e Obstetrícia. Curiosamente, seu consultório no centro de São Paulo era freqüentado não só pelos habituais pacientes urológicos, como também por gestantes, que iam fazer o pré-natal. Outro fator notável em relação ao saudoso professor relaciona-se à 1º laparoscopia realizada no Brasil. Na década de 1930, utilizando um cistoscópio com um mandril modificado, o Prof. Geraldo conseguiu introduzi-lo na cavidade peritoneal, evidentemente com finalidades propedêuticas. Curiosamente, havia na Santa Casa, na época da formação da faculdade, outro serviço de Urologia, não ligado à escola, o do Prof. Mateus Santa Maria, que aglutinou ao seu redor alguns dos mais notáveis urologistas de São Paulo. O Prof. Álvaro Marques de Figueiredo Filho era o chefe adjunto do serviço e sua atuação marcou profundamente a vida profissional de todos que por ali passaram, inclusive a minha. Um fato inesquecível, foi a minha 1º nefrectomia, quando eu estava no 4º ano da faculdade, ajudado por ninguém menos que o Prof. Álvaro, um dos melhores urologistas de São Paulo. O seu entusiasmo pelo serviço era tanto que as reuniões para discussões de casos e agendamento das atividades do serviço eram realizadas no sábado, às 8:00 horas, para não prejudicar a rotina do ambulatório. Imagine-se o que aconteceria se alguém atualmente pretendesse fazer isto.

Outra atividade urológica importante foi a exercida pelo Prof. Fábio Doria do Amaral, o 1º professor de cirurgia pediátrico da nova faculdade. O Prof. tinha grande atração pela cirurgia urológica e começou a operar crianças com extrofia vesical, que para cá acorriam de todo o Brasil. Em sua casuística constam cerca de 30 pacientes, com resultados particularmente bons tendo em vista as dificuldades inerentes da época. Ele teve a cooperação do famoso ortopedista, Prof. Bartolomeu Bartolomei, que fazia a osteotomia do sacro destes pacientes.

O Prof. Vicente de Azevedo foi sucedido pelo Prof. Manoel Tabacow Hidal, com quem eu tive o privilégio de conviver durante frutíferos anos. O Prof. Hidal era um líder nato, e sob sua orientação foi iniciado o programa de transplantes renais da Santa Casa, em 1978. A sua atividade era tão intensa, que além de sua atuação didática e consultório particular, ainda teve tempo de fundar o Hospital Albert Einstein, o que coroou sua brilhante carreira. O nosso aprendizado com transplantes renais foi feito no Hospital das Clínicas e no Hospital Oswaldo Cruz, com os Profs. Gilberto Meneses de Goes, Milton Borrelli e Waldir Prudente de Toledo, e com o então jovem Antônio Carlos de Lima Pompeo. Após acompanharmos dezenas de cirurgias e suas complicações pós-operatórias, o Prof. Gilberto nos deu o aval para começarmos o programa da Santa Casa. Inesperadamente, um dos casos iniciais apresentou uma urgência cirúrgica no pós - operatório, e com a paciente já na mesa informamos o Prof. Gilberto, que largou todas suas inúmeras atividades de Prof. Titular e em meia hora estava operando ao nosso lado, tratando uma ruptura espontânea do rim transplantado. Sem dúvida alguma, a maior lição que aprendemos desse fato não foi o ensinamento técnico, mas sim o exemplo de grandeza e modéstia do grande professor, que foi auxiliar colegas em dificuldade que haviam recém-terminado a residência.

Ainda em relação aos transplantes, os três primeiros do Hospital Albert Einstein foram feitos logo após os da Santa Casa, pelo Prof. Hidal. Como era do temperamento do Prof., alegre e festivo, a equipe cirúrgica foi presenteada com lautos almoços, logo após as cirurgias, no restaurante do hospital. Outro fato curioso que merece menção foi a experiência obtida com as cistectomias radicais e derivações urinárias, cirurgias estas que começamos a fazer em 1975 por estímulo e auxílio do Prof. João Fava, que nos ensinou a melhor técnica de anastomose ureteroileal e ileostomias. O Prof. Fava, um dos melhores cirurgiões gerais de São Paulo, dominava com maestria a cirurgia urológica. Inúmeras foram as ocasiões em que nos socorreu por problemas técnicos durante o ato cirúrgico. E para terminar, o exemplo de dedicação à medicina e de cidadania das pessoas aqui citadas sem dúvida alguma frutificou e a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, uma das melhores do país e sua Disciplina de Urologia formaram profissionais brilhantes, qualificados para exercer quaisquer de suas sub-especialidades. Em meu nome e no de todos os residentes que por ali passamos, nossos profundos agradecimentos.

Foi um privilégio raro conviver com pessoas tão ilustres.

Moacyr Fucs


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